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Reforma Tributária 2026: o que sua empresa precisa saber sobre as últimas mudanças
A Reforma Tributária do Consumo entrou em uma nova etapa em 2026. O período é marcado pela adaptação das empresas aos novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), além de mudanças nos documentos fiscais e novas regras para empresas do Simples Nacional.
Neste cenário de transição, acompanhar as atualizações é fundamental para evitar erros, ajustar sistemas e preparar a empresa para as próximas etapas da reforma.
1. IBS e CBS nos documentos fiscais
Uma das principais mudanças de 2026 está relacionada à emissão dos documentos fiscais eletrônicos.
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Para as empresas do regime regular, os documentos passaram a incorporar informações relativas ao IBS e à CBS, com a chamada alíquota-teste de 1%, sendo 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.
A medida faz parte da fase de testes e adaptação ao novo sistema de tributação sobre o consumo.
É importante destacar que houve flexibilização das regras de validação para evitar que notas sejam rejeitadas por problemas relacionados aos novos campos. Isso, porém, não elimina a necessidade de adequação das empresas às novas exigências.
2. Novos cuidados com as notas fiscais
A implementação da Reforma Tributária exige mudanças nos sistemas emissores de documentos fiscais, cadastros de produtos e serviços e processos internos.
Em julho de 2026, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS divulgaram um cronograma para a implementação dos documentos fiscais eletrônicos relacionados à reforma.
Por isso, empresas devem verificar se seus sistemas estão atualizados e se os dados fiscais utilizados na emissão das notas estão corretamente parametrizados.
3. Novas regras para o Simples Nacional
As empresas optantes pelo Simples Nacional também precisam ficar atentas.
Em agosto de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional publicou novas regras para adequar o regime à Reforma Tributária e disciplinar a incorporação do IBS e da CBS.
Uma das principais novidades é que as micro e pequenas empresas terão uma decisão importante para 2027: poderão permanecer no tratamento tradicional do Simples ou avaliar a opção pelo regime regular de IBS e CBS, conforme as regras estabelecidas.
Essa escolha deve ser analisada individualmente, considerando o perfil dos clientes, fornecedores, créditos tributários e estrutura da empresa.
4. NFS-e Nacional para ME e EPP
Outra atualização recente envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) Nacional.
A obrigatoriedade para microempresas e empresas de pequeno porte do Simples Nacional foi prorrogada para 1º de novembro de 2026.
Além disso, a Receita Federal esclareceu que as regras relativas ao IBS e à CBS para optantes do Simples Nacional produzirão efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.
5. Programa Nacional de Conformidade Tributária
Uma novidade anunciada em agosto foi a criação do Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT).
A iniciativa da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS tem como objetivo auxiliar os contribuintes durante a adaptação às novas obrigações fiscais da Reforma Tributária.
O programa permite que inconsistências sejam identificadas e regularizadas durante o período de adaptação, contribuindo para uma transição mais segura para o novo modelo.
6. E o Split Payment?
O chamado split payment é um dos mecanismos previstos na Reforma Tributária para permitir que o valor correspondente aos tributos seja separado no momento da liquidação financeira da operação.
A implementação, entretanto, está sendo feita de forma gradual. Informações recentes indicam que o sistema não estará totalmente operacional já no início de 2027 e deverá passar por uma implementação progressiva.
Para as empresas, o tema merece atenção principalmente por seus possíveis impactos sobre fluxo de caixa, capital de giro e processos financeiros.
7. O que sua empresa deve fazer agora?
Mesmo com a transição acontecendo de forma gradual, não é recomendável deixar a adaptação para a última hora.
Neste momento, as empresas devem:
- verificar se o sistema emissor de notas está atualizado;
- revisar cadastros de produtos e serviços;
- acompanhar as novas regras do IBS e da CBS;
- avaliar os impactos da Reforma Tributária no preço e na margem dos produtos e serviços;
- empresas do Simples devem avaliar antecipadamente as opções para 2027;
- acompanhar os próximos prazos e alterações na legislação.
Conclusão
A Reforma Tributária não é uma mudança que acontece de uma só vez. 2026 é um ano de adaptação, testes e preparação para uma transformação que continuará nos próximos anos.
As empresas que começarem a analisar seus processos, sistemas e impactos tributários desde já estarão mais preparadas para tomar decisões e evitar problemas durante a transição.
A Somat Contadores acompanha as atualizações da Reforma Tributária para orientar seus clientes e ajudar cada empresa a se preparar para as novas regras. FALE CONOSCO
Importante: as regras da Reforma Tributária estão em fase de regulamentação e implementação. Por isso, é fundamental acompanhar as atualizações oficiais e avaliar cada situação de acordo com o regime tributário e a atividade da empresa.
Conteúdo atualizado em agosto de 2026.





